domingo, 11 de setembro de 2016

“Abstenção da Política”. (1), (2)

  Meu “jejum” político, em verdade politizante, acabou! Caminho com o Universo por isso só na Idade da Razão torno-me apto, e a inspiração descobre os fins a que se presta cada potencia, cada valor que aprendo. Assim disponho do meio que descobri ter como modo de realizar o que inspiro, e tenho por certo realizar: um texto.
  Um dia qualquer “lá e então”, 18/10/2015 as 11:06, copiei este trecho da Defesa de Sócrates noticiada por Platão, e acontecida em 399 a.C:
    “Pode parecer esquisito que eu me azafame por todo canto a dar conselhos em particular e não me abalance a subir diante da multidão para dar conselhos públicos à cidade. A razão disso em muitos lugares e ocasiões ouvistes em minhas conversas: uma inspiração que me vem de um deus ou de um gênio, da qual Meleto fez caçoada na denúncia. Isso começou na minha infância; é uma voz que se produz e, quando se produz, sempre me desvia do que vou fazer, nunca me incita. Ela é que me barra a atividade política. E barra-me, penso, com toda razão; ficai certos, Atenienses: se há muito eu me tivesse votado à política, há muito estaria morto e não teria sido nada útil a vós nem a mim mesmo. Por favor, não vos doam as verdades que digo; ninguém se pode salvar quando se opõe bravamente a vós ou a outra multidão qualquer para evitar que aconteçam na cidade tantas injustiças e ilegalidades; quem se bate deveras pela justiça deve necessariamente, para estar a salvo embora por pouco tempo, atuar em particular e não em público.” (1),(2)
   Daí perguntei: Política é, realmente, alguma coisa que deva ser feita? Insistimos em fazer: Onde está o engano?
   Pensando no cogito que me moveu acredito que encontrei o engano.  Ao modo do grande pensador nos ocupamos mais com o que é feito indevidamente do que com o que deveras pode ser feito.
“ ninguém se pode salvar quando se opõe bravamente a vós ou a outra multidão qualquer para evitar que aconteçam na cidade tantas injustiças e ilegalidades; quem se bate deveras pela justiça...” . (1),(2)
    Creio que assim aflorou meu aspecto “coxinha” de batata, assada no forno, light, mas “coxinha”.  Temos que lançar luz sobre o momento começando por praticar a Política legítima, vamos politizar. Já educamos, para a lida, começamos a educar para Vida plena com a Cultura de Paz. Precisamos parar de produzir e oferecer meios, temos que promover, e constituir os “finalmente”. São tantos pequenos detalhes que escapam que podemos comparar com a lapidação de um Brilhante, quanto mais facetas mais brilho, é só polir..., no caso: politizar. Mas, começar por onde, aonde? Nossinhora, novamente encontro  boas respostas: para o onde:  em cada ser humano que se disponha; e para o aonde:  ao menos no tempo/ espaço é certo: “aqui e agora”.

1. OS PENSADORES - Vol.02 (1987).Sócrates. p.49 §2-50.                                                               http://copyfight.me/acervo/livros/OPENSADOREVol2(1987)Socrates.pdf Visto em 18/10/2015.

2. PLATÃO. A Defesa de Sócrates.                                            
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