quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Educação Biocentrica 1, Edgar Morin

    Para continuar o estudo sobre a Educação Bicentrica, acessei as referências, assisti o vídeo ao qual mim referi na primeira parte, para obter conhecimento e resumir o pensamento que resultou na matéria da Educação Biocentrica, inspirada em Edgar Morin. Então encontro respaldo para o pensamento de refazer o conhecimento suficiente desde a ideia de hum acerca da necessidade de todos
    Edgar Morin refere o princípio de grandes feitos a partir de um indivíduo, citando Buda, Jesus, e Maomé. Mas, penso em algo maior que é a referência a todos Nós, um por um, imbuído da verdade que é sermos afetados igualmente pelos problemas que são tratados como sendo próprio de alguns ou de poucos.
    O referido pensador fez uma explanação de seu pensamento usando quatro questionamentos com relação à situação da humanidade: O que saber? Em que acreditar? O que esperar? E o que fazer? Diz mais ou menos o que transcrevo, ou/e interpreto a seguir:
 “ Os Saberes estão dispersos, é preciso reconstruir o saber com conhecimento pertinente. A crença em ideologias desmoronou, desiludimo-nos, a Fé na Lei histórica do progresso está desintegrada: a crença na humanidade, também. Não sabemos o que esperar, o que fazer. A Antropologia seria a saída, mas o que é o Ser humano? Um animal dotado de Razão? Então o que saber? Considera-se que tenhamos por Princípios: o egocentrismo, e o altruísmo. O egocentrismo nos dá os meios de viver, e o altruísmo o meio de viver em conjunto. Mas da Europa Ocidental temos a valorização da autonomia tendendo para o egoísmo. Então o que esperar?
     Temos os mesmos problemas: Economia não regulada, com domínio da especulação financeira; Biosfera degradada: destruição em massa, que submete a angustias e medos, e pode levar a um retrocesso, ao retorno de antigos fanatismos.
     O problema da “Era Planetária” univalente, são: o individualismo, e a autonomia, com egoísmo; globalização com a Classe média, em Países em desenvolvimento, ficando Pobre, e a Camponesa, em países desenvolvidos, ficando na miséria, com cerca de hum bilhão, do total da população mundial, vivendo em Favelas. A autonomia egoísta destruiu a solidariedade na família, entre descendentes, e ascendentes; o desenvolvimento padronizado é aplicado, ou, assim se quer, indistintamente, em qualquer Cultura, sem observar as diferenças, ignoram valores e qualidades das diversas Civilizações.      Destruir a diversidade, não é a solução, forma correta seria a simbiose com cada civilização. Mas há uma ambivalência neste processo de globalização na “Era Planetária”, estamos sendo norteados por uma comunidade de destinos, Em um apanhado geral, tivemos/temos Civilizações rudimentares de caçadores e coletores, e tivemos/ temos Civilizações estruturadas, unificadas pela tecnologia, mas deteriorando-se por tanto. Temos que ”mundializar” o que é bom, e “desmundializar” o que não é bom, fazer uma metamorfose.Na antiguidade, de guerras entre Espartanos e Atenienses com a concorrência dos Gregos, surge a Democracia estruturando a Filosofia. Na Idade Média a Europa fez revoluções e evoluiu o pensamento da época. A França livrou-se da Alemanha, mas submetia a Argélia. O Nazismo foi derrotado, mas o Despotismo é implantado. Então, no que acreditar?  
    O Sistema não está sendo capaz (isto em 2012) de tratar, e resolver, problemas vitais fundamentais, ou desintegra em Caos, vários Países entram em conflito interno (ainda hoje isto ocorre); ou regride, ou fica pior. Ou piora, ou suscita um mega sistema com a capacidade criadora que temos. A “domesticagem” social adormece a capacidade criadora (para mim, o velho caso da castração): na crise, as forças criadoras são liberadas pela necessidade de manter-se. Sabendo no que crer, o que fazer?
    Parar o curso do desenvolvimento; desmundializar; e mundializar. Conservar o positivo bom para todos, destruir o que não serve. Desenvolver envolvendo com práticas sustentáveis, economia verde. Totalitarismo, Socialismo, Comunismo, Liberalismo, Novo humanismo, resultou em Capitalismo desenfreado. Mas sei que mistérios, e incertezas o pensamento complexo resolve; melhor e pior convivem. Então o a fazer é crer no melhor potencial, no altruísmo. Combater o mal com: Bondade,  Amizade, Amor, Conscientização, esperar coisas boas, fazer trabalhar para conseguir. (como é devido, por ser necessário pôr fim no desperdício que exaure física, e emocionalmente).

    Sei, espero, acredito, e faço. Essa a lição que entendi. 

Referência